quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Entendendo a Qualidade de Software

Eu ainda me questiono quão abrangente ainda pode ser esse Mundo de TI. São tantos ramos e tantas novidades, que às vezes nos perdemos no meio do caminho. Contudo, resolvi fundir as minhas grandes paixões e falar de um ponto vital na área da Tecnologia da Informação que agora esta começando a ganhar visibilidade: a QUALIDADE DE SOFTWARE.

Existem duas linhas de pensamento bastante comuns quando se trata desta área: Alguns gestores empresas acreditam que implantar uma área de qualidade na empresa é desperdício de recursos; Já as que aceitam a ideia e começam a reconhecer a importância, ainda pensam que a implantar uma área de qualidade de software se resume a contratar mão de obra para testar um sistema.

O teste consiste na verificação. Num processo repetitivo para encontrar falhas em um determinado produto ou processo. É uma parte do processo de Qualidade.

A qualidade vai além. Vai desde o entendimento das necessidades do cliente, do acompanhamento do desenvolvimento, do estabelecimento dos processos a até mesmo a qualidade do ambiente de trabalho, o que afeta diretamente o desempenho dos funcionários da empresa.

Teste é processo, qualidade é uma área de conhecimento. Se apenas testes pudessem ser considerados fatores de qualidade, não precisaríamos de pessoas envolvidas no processo, apenas as maquinas dariam conta do trabalho.

Mas ate certo ponto, é compreensível que as pessoas não consigam dissociar esses conceitos, e nem mesmo aplica-los, afinal, ninguém pode dar o que não tem.

Entregar um produto de software com qualidade é entregar um produto que satisfaça como um todo às necessidades do cliente dentro do que foi acordado inicialmente. Nem mais, nem menos. Tudo que excede e tudo que falta às necessidade do cliente é considerado desperdício.

Entregar um produto com qualidade significa economia de tempo, de dinheiro, maior satisfação da equipe e maior satisfação do cliente.

Produtos de software que tem um acompanhamento efetivo durante o seu desenvolvimento, são mais precisos quanto ao entendimento e estimativas de prazos, mais desprovidos de falhas e possuem um retrabalho menor quando existe a necessidade de correção de uma.

Em resumo, “corporativamente falando” investir em qualidade de software não representa mais gastos para o projeto, representa ECONOMIA.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Afinal, o que é Tecnologia

Oi Pessoal!!!

Olha eu aqui de novo... Sei que ando meio sumida, reconheço minha culpa.... mas nesse processo de reorganização da vida pós-academica/profissional/mestranda ta me deixando de cabelos brancos (metaforicamente... por enquanto!)... hehe

Bem, mas o fato é que resolvi voltar a escrever, e durante uma conversa casual sobre blogs, vi um post que me inspirou a escrever esse post de hoje. No post, o autor aborda a “inovação” e do seu conceito de uma maneira tão peculiar, que me remete a uma palavra que sempre fui contra o a maneira como as pessoas a interpretam: é a famosa "tecnologia".

Muitos vêem tecnologia como um conjunto de aparelhos eletro/eletrônicos que a cada nova "versão" agregam funcionalidades diferentes, e não enxergam todo o conceito por trás da "coisa".

A tecnologia tem muito mais a ver com métodos, idéias e sugestões de boas práticas do que simplesmente a aparelhagem em si.

O próprio conceito já nos mostra isso: "Tecnologia – (do grego τεχνη — ‘ofício’ e λογια — ‘estudo’) é um termo que envolve o conhecimento técnico e científico e as ferramentas, processos e materiais criados e/ou utilizados a partir de tal conhecimento”

Ao meu ver, a tecnologia é uma técnica que agrega valor dentro de um contexto, facilitando a pratica da atividade.

Parece meio vago, mas vou tentar explicar.

Muitos de vocês provavelmente já ouviram ou leram sobre as estatísticas das empresas que falem antes de 5 anos, devido a má estruturação e/ou organização, por parte dos gestores. Uma empresa bem gerida, que sabe agregar as suas atividades, boas práticas de governança, é mais funcional, aproveita melhor os seus recursos (tempo, espaço e dinheiro), tem maior produtividade, entra na disputa do mercado e tem maiores chances de sucesso, tudo isso, através da tecnologia (práticas de governança).

Um exemplo ainda mais claro do uso e desenvolvimento de tecnologias são os Egípcios (não usavam nem eletro/eletrônicos, ate porque na época não tinha... hehe). Eles desenvolveram tecnologias nas áreas de engenharia e arquitetura, técnicas de irrigação, técnicas de mumificação, técnicas de astronomia e matemática (focadas para o desenvolvimento do calendário lunar), desenvolvimento do sistema decimal, criação dos fundamentos da geometria e muitas outras tecnologias, que foram e ainda são muito utilizadas, e não dependem de aparelhagem, mas sim os aparelhos que dependem destas tecnologias, para terem utilidade.

O que venho tentar mostrar neste post, até mesmo antes de voltar aos posts mais técnicos, como de costume, é que todo um trabalho de conscientização deve ser feito, para que as pessoas que ainda carregam certo preconceito, parem de ver a tecnologia apenas como um modismo e comecem a tratá-la como a essência do bom funcionamento das organizações (pessoais ou empresariais).

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O E-business e a era dos E-'s


Como já é notável, a Internet revolucionou e revoluciona muitos aspectos na vida do homem.

Entrando no mundo dos negócios, ela tem auxiliado as empresas a alcançar novos mercados, agilizar a troca de informações e estreitar relacionamento com clientes e fornecedores, tudo isso através do e-bussiness.

E junto com o novo termo, surge a nova questão. “Afinal, o que é e-business?”

Derivado do inglês Eletronic Busines (Negócio Eletrônico), o e-business pode ser definido como sistemas de informação que auxiliam os processos de negócio. Estes sistemas podem ser desde B2C e B2B até CRM, Supply Chain Management (SCM) e gerenciadores de conteúdo.

O termo e-business já tem registro desde 1995 sob o nome de uma revista on-line, mas foi em 1997, em uma campanha criada pela Ogilvy & Mather, que a IBM popularizou o e-business. Ela associou o termo a novas oportunidades em negócios altamente conectados, ligando o termo diretamente a internet.

Diferentemente do que muitos pensam, e-business não é apenas o comércio realizado pela internet; isto é e-commerce, uma de suas partes. O conceito de e-business vai muito além e engloba todas as atividades de uma empresa.

Suas duas grandes áreas são o e-commerce e o e-service. Ele permite a integração e troca de informações de todas as áreas da empresa de uma forma rápida, fácil e transparente, uma vez que a informação é base para as tomadas de decisões.


Os outros E-’s da área de Business

E-Sales: Permite a otimização da força de vendas, através da troca de informação por meios eletrônicos, melhorando e acelerando processos de forma a um melhor aproveitamento das oportunidades de mercado.

E-Know-How: trata-se da gestão do Know-How e do capital de capitar de conhecimento de uma empresa, procurando que este seja partilhado e rentabilizado pela organização de uma forma global. O conhecimento, as experiências, e habilidades dos colaboradores, são disponibilizados verdadeiramente a toda a equipe, com o objetivo da satisfação dos objetivos da companhia e de todos os stakeholders.

E-Colaboration: Consiste num trabalho conjunto na organização, através da utilização da ferramenta intranet. Para parceiros considerados estratégicos como fornecedores, clientes poderá ser disponibilizado um serviço extranet de forma a permitir um melhor planejamento, coordenação, inovação de processos e práticas de negócio para que as tomadas de decisão sejam mais eficazes.

E-Service: Fornecimento aos clientes de suporte técnico e comercial além do já vulgar aconselhamento on-line sobre produtos e serviços (pré-venda e pós-venda). Este serviço permite a redução de custos, torna mais flexível o suporte aos clientes, gera cross selling (venda cruzada), fidelização dos clientes, melhoria das margens de comercialização, diferenciação e consequentemente incremento do valor acrescentado. É importante frisar, que o e-service reduz os custos operacionais.

E-Commerce: sendo um dos instrumentos mais utilizados na economia digital, o e-commerce permite a compra e venda de produtos e serviços via Web, podendo essas transações revestir a forma business to business - B2B (empresa para empresa) ou business to consumer - B2C (empresa para consumidor final). Compreende não apenas a parte de compras e vendas, mas também o marketing, a logística, a infra-estrutura e o atendimento ao cliente.

E-Community: É uma forma de interação entre funcionários, clientes, fornecedores, parceiros e outros membros de uma comunidade, em torno de temas de interesse comum através de chat, fórum ou blog.

Supply Chain Management: trata-se do controle de fluxos de materiais, serviços e informação que percorrem toda a cadeia de valor da empresa, permitindo uma diminuição de custos, aumento da velocidade e transparência dos processos e redução de estoques.

CRM (Customer Relationship Management): é um poderoso meio de gestão de relacionamento com os clientes, que torna possível estabelecer relações de uma forma individual e personalizada, sendo ainda possível utilizar a informação para posteriormente tratar outros clientes de uma forma diferenciada. Através deste conceito a empresa amplia a sua capacidade de comercializar produtos e serviços com maior valor acrescentado, sendo possível praticar o marketing one-to-one. Uma abordagem CRM sofisticada e integrada aborda o cliente através de meios como a internet, SMS, telemarketing, através de cartoes de fidelização e outros meios disponíveis.

EDI (Eletric data Interchange): na prática, ele consiste na transferência de dados entre empresas, através de redes públicas e privadas, tornando possível a partilha de informação e bases de dados entre diversas organizações.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

BALANCED SCORECARD (BSC)

Findada a Facul, agora posso respirar um pouco e escrever novos posts...
Antes de dar continuidade a série anterior, resolvi sanar a divida com um grande amigo e falar um pouquinho de BSC.


O QUE É O BALANCED SCORECARD

Para gerenciar uma empresa, mantê-la de pé ante seu porte e estrutura e para se obter vantagem competitiva, os executivos necessitam de indicadores sobre vários aspectos do ambiente e desempenho organizacional, sem o qual não teriam como manter o rumo da excelência empresarial.

Criado originalmente em 1992 por Robert Kaplan e David Norton, professores da Harvard Business School, o Balanced Scorecard (BSC) trata-se de uma metodologia de gestão estratégica e planejamento, que mantém coeso o foco da organização na transformação de ativos intangíveis em tangíveis, tornando inerente a visão “macro”.

O BSC oferece aos executivos os instrumentos necessários para alcançar o sucesso no futuro; traduz a missão e a estratégia das empresas num conjunto abrangente de medidas de desempenho que servem de base para um sistema de medição e gestão estratégica; continua buscando os objetivos financeiros e inclui os vetores de desempenho desses objetivos. Mede pois o desempenho organizacional através de objetivos estratégicos em sobre quatro perspectivas equilibradas: financeira, mercadológica (cliente), processos internos e aprendizado & inovação, sendo todas elas relacionadas entre si através de uma relação causa e efeito. Além disso, o BSC promove o alinhamento dos objetivos estratégicos com indicadores de desempenho, metas[1] e planos de ação[2]. Desta maneira é possível gerenciar a estratégia de forma integrada e garantir que os esforços da organização estejam direcionados para a estratégia.

Sendo uma pratica de responsabilidade da alta administração, o BSC vem crescendo e conquistando a aceitação por parte destes executivos. Ele foi escolhido pela Harvad Business Review como uma das praticas de gestão mais importantes e revolucionarias dos últimos 75 anos. Em 2001, o primeiro comitê temático do PNQ (Prêmio Nacional da Qualidade) elegeu o BSC como uma das ferramentas de gestão para a excelência empresarial.


PORQUE AS EMPRESAS IMPLEMENTAM O BSC

Até mesmo vendo um jornal na TV, hoje se consegue enxergar quão espantoso é o numero de falecias são decretadas anualmente devido a uma má gestão, ao mau entendimento das necessidades e a má formulação das estratégias.

Uma pesquisa realizada pela Symnetics com 100 empresas brasileiras em 1999 mostrou que somente 10% das estratégias são implementadas com sucesso. As principais razões encontradas para tal estatística estavam no que podem ser denominadas de “4 Barreiras”:

· Barreira da Visão: somente 5% do nível operacional compreende a estratégia;
· Barreira das Pessoas: Somente 25% do nível gerencial possui incentivos vinculados ao alcance da estratégia;
· Barreira de Recursos: 60% das empresas não vinculam recursos financeiros à estratégia;
· Barreira de Gestão: 85% dos gestores gastam menos que 1h/mês discutindo estratégia.

O BSC foi concebido com o objetivo de suprimir essas barreiras. O processo de construção de um BSC estimula um intenso dialogo da alta direção das empresas, criando alinhamento ao redor da estratégia, maior transparência e consenso em relação ao que é estratégia e como ela será atingida.


COMO USAR O BSC

Mesmo sendo um trabalho top down deve haver o envolvimento de todos para conhecerem os objetivos críticos que devem ser alcançados, para que a estratégia da empresa seja bem sucedida. A partir do momento em que todos os funcionários compreendem os objetivos e medidas de alto nível, eles se tornam capazes de estabelecer metas locais que apóiem a estratégia global da organização e, ao mesmo tempo, comunica e obtém compromisso de executivos e diretores com a estratégia estabelecida. Incentiva o diálogo entre os setores, gerentes e diretores em relação a objetivos financeiros e em relação à formulação e a implementação de uma estratégia destinada a produzir um desempenho excepcional no futuro.

É preciso que todos na empresa tenham adquirido uma clara compreensão das metas de longo prazo, bem como da estratégia adequada para alcançá-las, e todos os esforços e iniciativas estarão alinhados com os processo de mudança necessários.

Demandando um nível de abstração maior, e exigindo uma visão mais detalhista, o processo do BSC é resultado do trabalho de uma equipe bem capacitada, formada pela alta administração. Essa equipe devera traduzir a estratégia da empresa em objetivos estratégicos específicos, se firmando nas quatro perspectivas básicas do BSC:

Perspectiva Financeira
· Deve representar e expressar as expectativas dos acionistas
· Avalia resultados financeiros diversos
· Lucro
· Valor das ações
· Receita

Perspectiva Mercadológica
· Mede os objetivos estratégicos que atendem ao modelo de valor e às expectativas dos clientes
· Qualidade percebida
· Participação de Mercado
· Valor da Marca
· Satisfação de Clientes
· Segmento de mercado

Processo Internos
· Trata dos processos internos, ou seja, atividades que, quando combinadas, devem ser capazes de gerar o valor proposto aos clientes e acionistas
· Aspectos internos da gestão e processos
· Variabilidade
· Velocidade
· Auxilia a destacar os processos mais críticos da empresa

Aprendizado e Crescimento
· É a base de sustentação das demais perspectivas
· Exprime os objetivos ligados às competências, habilidades e informações necessárias para eficácia dos processos organizacionais
· Avalia aspectos como: Treinamento; Escolaridade; Melhoria de qualidade (aspectos técnicos)
· Expõem os motivos para investimentos na reciclagem de funcionários, na tecnologia disponível e nos sistemas de informações gerenciais que vão produzir inovações e melhorias significativas para os processos internos, para clientes e para acionistas.


É claro, que algumas medidas devem ser tomadas antes de iniciar o processo de criação do BSC. São elas:
· O consenso por parte da alta administração sobre os motivos e os objetivos que estão levando a adoção do BSC;
· A definição do arquiteto do processo, geralmente um alto executivo, que será responsável pela: Arquitetura do programa de medição; Definição dos objetivos estratégicos; Escolha dos indicadores estratégicos; e Elaboração do plano de implementação.


Para cada uma das quatro perspectivas – financeira, clientes, processos internos e, aprendizado e crescimento – devem ser estabelecidas metas cujos prazos devem variar entre três a cinco anos. Uma atenção especial deve ser dada às metas internas para verificar se elas não aprisionam o setor num nível inaceitável de desempenho estratégico. Após o estabelecimento de metas a direção estará em condições de alinhar suas iniciativas estratégicas de qualidade, tempo de resposta e reengenharia para alcançar os objetivos extraordinário.

O processo gerencial de planejamento e estabelecimento de metas permite que a empresa: quantifique os resultados pretendidos a longo prazo; identifique mecanismos e forneça recursos para que os resultados sejam alcançados; e estabeleça referenciais de curto prazo para as medidas financeiras e não-financeiras do scorecard.

As melhores práticas do mercado devem ser incorporadas à empresa pelo processo de benchmarking[3].


BENEFICIOS DO BSC

· Focalizar iniciativas de mudanças organizacionais;
· Obter coordenação e sinergias entre unidades de negócio
· Facilitar a comunicação da estratégia;
· Alinhar metas departamentais e indivíduos à estratégia
· Fornecer à gerência um controle de dimensões estratégicas;
· Discutir como os investimentos relacionados com o desenvolvimento de competências, relacionamento com clientes e tecnologias de informação resultarão em benefícios futuros;
· Comunicar, de forma clara, qual o benefício individual de cada funcionário para com a organização;
· Criar oportunidades para um aprendizado sistemático a partir de fatores importantes para o sucesso da organização, desenvolvendo capacidades de lideranças;
· Criar consciência sobre o aspecto de que nem todos as decisões e investimentos realizados pela empresa resultarão em resultados imediatos de aumentos dos lucros ou redução dos custos;
· Sistema de Feedback Estratégico, que verifica se a estratégia realmente corresponde às expectativas existentes no momento em que foram fixadas.




[1] Meta: O nível de desempenho ou taxa de melhoria necessários;

[2] Plano de Ação: Programas de ação chave necessários para se alcançarem os objetivos.

[3] Benchmarking - é a busca pelas melhores práticas que conduzem uma empresa à maximização da performance empresarial. Uma definição formal dada por David T. Kearns da Xerox Corporation afirma que “Benchmarking é o processo contínuo de medição de produtos, serviços e práticas em relação aos mais fortes concorrentes, ou às empresas reconhecidas como líderes em suas indústrias”.





terça-feira, 26 de maio de 2009

ERP 01 - Baan

História

Originalmente conhecido como Triton, o software Baan evoluiu bastante desde que Jan Baan desenvolveu uma aplicação para gestão de clientes num Commodore 64[1] no início dos anos 80. Assim, Jan Baan e seu irmão Paul Baan, com o desenvolvimento de seu primeiro pacote, estariam inseridos no que viria a ser a indústria ERP.

O Baan ganhou a sua popularidade no início dos anos noventa, principalmente pela sua arquitetura técnica e pela 4GL[2], que hoje ainda é considerada como uma das mais eficientes e produtivas entre plataformas de desenvolvimentos de aplicações de bases de dados.

Chegou a ser uma grande ameaça para a SAP, mas a gestão exagerada das receitas pela compra de ações, levou ao declínio acentuado do preço das mesmas no final de 98.

Vendia diversas vezes, foi comprada em junho de 2003 pela SSA Global Technologies, que renomeou a Baan como SSA ERP LN, chamado 6.1. Em Maio de 2006, foi adquirida pela Infor SSA Global Solutions de Atlanta, que foi um grande consolidador ERP no mercado.

Sobre o ERP Baan

O Baan, é um Sistema Integrado de Gestão Empresarial (SIGE, ou, do Inglês, ERP) desenvolvido para atender às necessidades das empresas. Trata-se de um grupo integrado de ferramentas suportado por uma base de dados única, o que possibilita a integração de toda a informação, sem inconsistências e sem redundância. É constituído por múltiplos módulos (pacotes) que suportam as diversas actividades da empresa.

O sistema é dividido nos seguintes pacotes: Baan Distribution; Baan Manufacturing; Baan Process; Baan Service; Baan Finance; Baan Transportation; Baan Organizer; Baan Enterprise.

A seu respeito, é interessante saber:

- O software está totalmente traduzido e adaptado para atender às necessidades da legislação nacional.

- Tendo sua plataforma tecnológica avançada de acordo com o que existe de mais moderno no mundo em Tecnologia de Informação, foi o primeiro em sua categoria a obter certificação Microsoft Backoffice e primeiro em implementar interface JAVA para acesso via Internet.

- O sistema BAAN IV opera com os principais Bancos de Dados disponíveis no mercado tais como Oracle, DB2, Informix, SQL-Server e em plataformas que utilizem sistema operacional Unix ou Windows/NT.

- O software é multi-empresa, o que permite que as diversas áreas da empresa possam ser consolidadas em uma única de modo a gerar dados gerenciais. As consolidações e simulações são tanto logísticas como financeiras.


Versões do Produto

- Triton 1.0 para 2.2d, 3.0 para a última versão do Triton é 3.1bx e, em seguida, o produto é renomeado para Baan;
- Baan 4.0 (última versão do BaanIV é BaanIVc4 SPxx) & Extensões da Indústria (A & D,...);
- Baan 5.0 (a última versão do BaanV é a Baan 5.0c SPxx)
- Baan 5.1, 5.2 (somente para clientes específicos)
- SSA ERP 6.1 /Infor ERP LN 6.1 FP5


__________

[1] Commodore 64 ou C64 - foi um modelo de computador doméstico lançado pela Commodore em agosto de 1992 e produzido até abril de 1994. Suas configurações, embora hoje modestas, eram invejáveis na época. Podem ser citados: Processador MOS 6510 com 64kb de RAM e velocidade de 1,023 Mhz (sistema NTSC) e 0,985 Mhz (sistema PAL). Tinha capacidade de gerir sprites (blocos de gráficos) de forma independente em até 8 camadas e uma ótima qualidade de áudio (chipset sonoro SID).

[2] 4GL – Chamadas Linguagens de Programação de 4ª Geração, são linguagens de programação de alto-nível com objetivos específicos, como o desenvolvimento de softwares comerciais de negócios. Elas permitem o programador especificar o que deve ser feito visando um resultado imediato