sexta-feira, 24 de maio de 2013

Testes Exploratórios com Visual Studio Test Manager (MTM)



Quantas vezes o cliente pede por uma release de testes de ultima hora e não temos como preparar adequadamente os cenários para realizarmos os testes adequadamente, e providos de recursos para facilitar a execução?

É nesse momento que começa a correria, a “gestão de planilha” de bugs e a falta de documentação dos cenários testados.

Na versão 2012 da Test Manager (a ferramenta de testes da Microsoft), foi disponibilizado como novidade a opção de “Testes Exploratórios”, que possibilita a coleta das informações, permitindo o rastreio dos passos executados, criação e vinculo de bugs e test case e armazemamento de todas as demais informações coletadas durante a execução dos testes.

1. Iniciando os testes

Para visualizar abrir a janela de execução do teste exploratório, abra o submenu Do Exploratory Testing e selecione a opçãoExplore.


Com a chamada do Explore a janela de execução é exibida no formato padrão da ferramenta.


Para iniciar a sessão do exploratory testing, basta selecionar o botão verde Start.

2. Configurando a ferramenta para Testes Exploratórios

Na janela de execução, é possivel realizar alterar as configurações  de screenshot, gravação de áudio e vídeo para a execução em andamento.

Para tanto, basta selecionar o botão Settings no canto inferior direito da janela, conforme pode ser observado na imagem abaixo.

Ao selecionar o botão Settings, a janela de configuração é então exibida.

3. Recursos para Execução

O função de teste exploratório é provida de vários recursos, tais como a execução de um test case normal. Dentre elas, podemos citar principalmente:
  • Screenshot: Permite capturar a imagem da área desejada para evidenciar um cenário;
  • Create a Bug: Permite reportar um bug a partir das evidencias coletadas;
  • Create Test Case: Permite criar um Caso de Testes a partir do teste exploratorio ou a partir de um bug reportado;
  • Attachment: Permite adicionar um anexo a execução.


4. Sessões de Teste Exploratorio

Ao finalizar a execução do teste exploratorio, é criada um session com o resumo de toda a execução, e com todos os reportes e evidencias já vinculadas a mesma.


Bom pessoal, em breve vou disponibilizar  mais posts sobre a MTM.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Cloud Computing

A computação em nuvens (Cloud Computing) é uma realidade cada vez mais sólida. Mas ainda sim muitos profissionais, inclusive da área de TI, não tem uma visão clara do que se trata.

Com a finalidade de clarear a mente de uma maneira simples, este post aborda uma visão geral de forma exemplificada a respeito do conceito.

Vista a até poucos anos como tendência, o seu conceito básico gira em torno da proposta de que tarefas podem ser executadas sem a necessidade de se ter os arquivos armazenados ou programas instalados no seu computador pessoal, bastando apenas ter acesso a internet.

Confuso?

É bem simples: Os serviços passariam a ser acessados on-line e ficariam disponíveis na rede, e não mais em um computador especifico. O vinculo se dá através do acesso on-line a um servidor específico (Ex.: Google, Apple, Microsoft, etc.), onde o usuário, se 'logando' com um login e senha únicos, tem acesso aos serviços disponibilizados neste servidor. Assim, seu computador precisa apenas do monitor e dos periféricos para que você interaja.

Vale assistir o vídeo abaixo, ele é bem simples e bem esclarecedor:





Exemplos


Google


A Google disponibiliza diversos serviços baseados na Cloud, como alguns exemplos citados:

  • Maps: pode-se navegar para qualquer lugar do mundo a partir de uma referência
  • Music: uma vez 'logado', permite que você escute sua coleção de músicas em qualquer lugar;
  • Docs: uma vez 'logado', permite que você leia, escreva, compartilhe e faça donwload de documentos (como doc, planilha, apresentação, etc) em qualquer lugar;
  • Chrome OS: o sistema operacional tem o intuito de funcionar exclusivamente com aplicativos web.

Microsoft e o Live

Através do Live é possível entre outras coisas:

  • Conferir suas mensagens do Hotmail;
  • Acessar o Messenger (sem a necessidade de instalar o aplicativo no seu computador);
  • Acessar e usar os recursos de uma versão online da suíte Office (composta por Word, Excel, PowerPoint e OneNote)

Também é possível, através do SkyDrive, utilizar de um espaço de armazenamento online de até 25 GB.

Apple

A partir do OS 5 a Apple apresenta e disponibiliza o iCloud, que através da rede, integra dados de seus dispositivos (como iPad, iPhone, iPod touch) possibilitando a sincronização de emails, favoritos do navegador e músicas, entre outros.


Uma novidade interessante é o serviço OnLive, no qual os jogos são rodados em servidores remotos, enquanto o seu computador apenas reproduz a transmissão via streaming e envia os comandos que você der.

Ela traz recursos também para edição de imagens, visualização de filmes, series, entre muitos outros serviços.


Vantagens e Desvantagens

Algumas vantagens:

  • Disponibilidade garantida (desde que se tenha acesso) a partir de qualquer computador;
  • Backup dos arquivos;
  • A não necessidade de ter uma máquina potente (tudo é executado em servidores remotos).


Algumas desvantagens:

  • Gera desconfiança (referente à segurança)
  • Necessita primordialmente que a conexão com a internet seja estável e rápida (para garantia dos serviços e da eficiência, ja que alguns serviços são baseados em streamming).

Enfim, vale a pena ficar atento porque você já esta envolvido na Cloud e nem sabe disso.


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Entendendo a Qualidade de Software

Eu ainda me questiono quão abrangente ainda pode ser esse Mundo de TI. São tantos ramos e tantas novidades, que às vezes nos perdemos no meio do caminho. Contudo, resolvi fundir as minhas grandes paixões e falar de um ponto vital na área da Tecnologia da Informação que agora esta começando a ganhar visibilidade: a QUALIDADE DE SOFTWARE.

Existem duas linhas de pensamento bastante comuns quando se trata desta área: Alguns gestores empresas acreditam que implantar uma área de qualidade na empresa é desperdício de recursos; Já as que aceitam a ideia e começam a reconhecer a importância, ainda pensam que a implantar uma área de qualidade de software se resume a contratar mão de obra para testar um sistema.

O teste consiste na verificação. Num processo repetitivo para encontrar falhas em um determinado produto ou processo. É uma parte do processo de Qualidade.

A qualidade vai além. Vai desde o entendimento das necessidades do cliente, do acompanhamento do desenvolvimento, do estabelecimento dos processos a até mesmo a qualidade do ambiente de trabalho, o que afeta diretamente o desempenho dos funcionários da empresa.

Teste é processo, qualidade é uma área de conhecimento. Se apenas testes pudessem ser considerados fatores de qualidade, não precisaríamos de pessoas envolvidas no processo, apenas as maquinas dariam conta do trabalho.

Mas ate certo ponto, é compreensível que as pessoas não consigam dissociar esses conceitos, e nem mesmo aplica-los, afinal, ninguém pode dar o que não tem.

Entregar um produto de software com qualidade é entregar um produto que satisfaça como um todo às necessidades do cliente dentro do que foi acordado inicialmente. Nem mais, nem menos. Tudo que excede e tudo que falta às necessidade do cliente é considerado desperdício.

Entregar um produto com qualidade significa economia de tempo, de dinheiro, maior satisfação da equipe e maior satisfação do cliente.

Produtos de software que tem um acompanhamento efetivo durante o seu desenvolvimento, são mais precisos quanto ao entendimento e estimativas de prazos, mais desprovidos de falhas e possuem um retrabalho menor quando existe a necessidade de correção de uma.

Em resumo, “corporativamente falando” investir em qualidade de software não representa mais gastos para o projeto, representa ECONOMIA.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Afinal, o que é Tecnologia

Oi Pessoal!!!

Olha eu aqui de novo... Sei que ando meio sumida, reconheço minha culpa.... mas nesse processo de reorganização da vida pós-academica/profissional/mestranda ta me deixando de cabelos brancos (metaforicamente... por enquanto!)... hehe

Bem, mas o fato é que resolvi voltar a escrever, e durante uma conversa casual sobre blogs, vi um post que me inspirou a escrever esse post de hoje. No post, o autor aborda a “inovação” e do seu conceito de uma maneira tão peculiar, que me remete a uma palavra que sempre fui contra o a maneira como as pessoas a interpretam: é a famosa "tecnologia".

Muitos vêem tecnologia como um conjunto de aparelhos eletro/eletrônicos que a cada nova "versão" agregam funcionalidades diferentes, e não enxergam todo o conceito por trás da "coisa".

A tecnologia tem muito mais a ver com métodos, idéias e sugestões de boas práticas do que simplesmente a aparelhagem em si.

O próprio conceito já nos mostra isso: "Tecnologia – (do grego τεχνη — ‘ofício’ e λογια — ‘estudo’) é um termo que envolve o conhecimento técnico e científico e as ferramentas, processos e materiais criados e/ou utilizados a partir de tal conhecimento”

Ao meu ver, a tecnologia é uma técnica que agrega valor dentro de um contexto, facilitando a pratica da atividade.

Parece meio vago, mas vou tentar explicar.

Muitos de vocês provavelmente já ouviram ou leram sobre as estatísticas das empresas que falem antes de 5 anos, devido a má estruturação e/ou organização, por parte dos gestores. Uma empresa bem gerida, que sabe agregar as suas atividades, boas práticas de governança, é mais funcional, aproveita melhor os seus recursos (tempo, espaço e dinheiro), tem maior produtividade, entra na disputa do mercado e tem maiores chances de sucesso, tudo isso, através da tecnologia (práticas de governança).

Um exemplo ainda mais claro do uso e desenvolvimento de tecnologias são os Egípcios (não usavam nem eletro/eletrônicos, ate porque na época não tinha... hehe). Eles desenvolveram tecnologias nas áreas de engenharia e arquitetura, técnicas de irrigação, técnicas de mumificação, técnicas de astronomia e matemática (focadas para o desenvolvimento do calendário lunar), desenvolvimento do sistema decimal, criação dos fundamentos da geometria e muitas outras tecnologias, que foram e ainda são muito utilizadas, e não dependem de aparelhagem, mas sim os aparelhos que dependem destas tecnologias, para terem utilidade.

O que venho tentar mostrar neste post, até mesmo antes de voltar aos posts mais técnicos, como de costume, é que todo um trabalho de conscientização deve ser feito, para que as pessoas que ainda carregam certo preconceito, parem de ver a tecnologia apenas como um modismo e comecem a tratá-la como a essência do bom funcionamento das organizações (pessoais ou empresariais).

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O E-business e a era dos E-'s


Como já é notável, a Internet revolucionou e revoluciona muitos aspectos na vida do homem.

Entrando no mundo dos negócios, ela tem auxiliado as empresas a alcançar novos mercados, agilizar a troca de informações e estreitar relacionamento com clientes e fornecedores, tudo isso através do e-bussiness.

E junto com o novo termo, surge a nova questão. “Afinal, o que é e-business?”

Derivado do inglês Eletronic Busines (Negócio Eletrônico), o e-business pode ser definido como sistemas de informação que auxiliam os processos de negócio. Estes sistemas podem ser desde B2C e B2B até CRM, Supply Chain Management (SCM) e gerenciadores de conteúdo.

O termo e-business já tem registro desde 1995 sob o nome de uma revista on-line, mas foi em 1997, em uma campanha criada pela Ogilvy & Mather, que a IBM popularizou o e-business. Ela associou o termo a novas oportunidades em negócios altamente conectados, ligando o termo diretamente a internet.

Diferentemente do que muitos pensam, e-business não é apenas o comércio realizado pela internet; isto é e-commerce, uma de suas partes. O conceito de e-business vai muito além e engloba todas as atividades de uma empresa.

Suas duas grandes áreas são o e-commerce e o e-service. Ele permite a integração e troca de informações de todas as áreas da empresa de uma forma rápida, fácil e transparente, uma vez que a informação é base para as tomadas de decisões.


Os outros E-’s da área de Business

E-Sales: Permite a otimização da força de vendas, através da troca de informação por meios eletrônicos, melhorando e acelerando processos de forma a um melhor aproveitamento das oportunidades de mercado.

E-Know-How: trata-se da gestão do Know-How e do capital de capitar de conhecimento de uma empresa, procurando que este seja partilhado e rentabilizado pela organização de uma forma global. O conhecimento, as experiências, e habilidades dos colaboradores, são disponibilizados verdadeiramente a toda a equipe, com o objetivo da satisfação dos objetivos da companhia e de todos os stakeholders.

E-Colaboration: Consiste num trabalho conjunto na organização, através da utilização da ferramenta intranet. Para parceiros considerados estratégicos como fornecedores, clientes poderá ser disponibilizado um serviço extranet de forma a permitir um melhor planejamento, coordenação, inovação de processos e práticas de negócio para que as tomadas de decisão sejam mais eficazes.

E-Service: Fornecimento aos clientes de suporte técnico e comercial além do já vulgar aconselhamento on-line sobre produtos e serviços (pré-venda e pós-venda). Este serviço permite a redução de custos, torna mais flexível o suporte aos clientes, gera cross selling (venda cruzada), fidelização dos clientes, melhoria das margens de comercialização, diferenciação e consequentemente incremento do valor acrescentado. É importante frisar, que o e-service reduz os custos operacionais.

E-Commerce: sendo um dos instrumentos mais utilizados na economia digital, o e-commerce permite a compra e venda de produtos e serviços via Web, podendo essas transações revestir a forma business to business - B2B (empresa para empresa) ou business to consumer - B2C (empresa para consumidor final). Compreende não apenas a parte de compras e vendas, mas também o marketing, a logística, a infra-estrutura e o atendimento ao cliente.

E-Community: É uma forma de interação entre funcionários, clientes, fornecedores, parceiros e outros membros de uma comunidade, em torno de temas de interesse comum através de chat, fórum ou blog.

Supply Chain Management: trata-se do controle de fluxos de materiais, serviços e informação que percorrem toda a cadeia de valor da empresa, permitindo uma diminuição de custos, aumento da velocidade e transparência dos processos e redução de estoques.

CRM (Customer Relationship Management): é um poderoso meio de gestão de relacionamento com os clientes, que torna possível estabelecer relações de uma forma individual e personalizada, sendo ainda possível utilizar a informação para posteriormente tratar outros clientes de uma forma diferenciada. Através deste conceito a empresa amplia a sua capacidade de comercializar produtos e serviços com maior valor acrescentado, sendo possível praticar o marketing one-to-one. Uma abordagem CRM sofisticada e integrada aborda o cliente através de meios como a internet, SMS, telemarketing, através de cartoes de fidelização e outros meios disponíveis.

EDI (Eletric data Interchange): na prática, ele consiste na transferência de dados entre empresas, através de redes públicas e privadas, tornando possível a partilha de informação e bases de dados entre diversas organizações.